Ninmah, a Senhora de Todas as Divindades
- juuliaschmidt
- 1 de jul.
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A constelação Argo Navis, que representa a embarcação de Jasão e os Argonautas, já teve como imagem a deusa suméria Ninmah, cujo nome significa “Grande Rainha”. Também encontramos fontes e tradições que a citam como Ninhursag, “Senhora da Montanha Sagrada”, Nintu, “Senhora do Nascimento”, Mami, “mãe”.
Para quem tem familiaridade com o texto de Gilgamesh, ela é a deusa Aruru, também conhecida como Belet-Ili, a Senhora dos Deuses, responsável por criar, do barro, não só toda a humanidade, como também Enkídu que virá a ser o grande amigo de Gilgamesh.
Na epopeia do dilúvio Atra-Hasis tem papel de destaque, criando os seres humanos, a partir da argila e da carne e sangue de Ilawela, um deus escolhido para ser sacrificado. Nessa narrativa, a humanidade é criada para que os deuses deixem de trabalhar.
Esse mesmo texto vai relatar como Ninmah é diretamente responsável pela reprodução humana. Junto à Enki, ela entra na sala do destino e, enquanto profere encantamentos, pega 14 pedaços de argila. Coloca sete pedaços à sua direita e os outros sete à sua esquerda e, entre eles, coloca um tijolo de barro. Em seguida, chama as deusas uterinas, que ela mesma criou, que criam sete homens e sete mulheres.
Essa passagem mostra uma tradição parteira ligada à deusa, pois ela decreta que “Na casa de uma mulher que está dando à luz, o tijolo de barro deve ser colocado por sete dias. Belet-ili, a sábia Mami, deve ser honrada. A parteira deve se alegrar na casa da mulher que dá à luz.”
Na astrologia babilônica, seu significado estava intimamente atrelado ao de parteira, os presságios ao redor dessa constelação envolviam majoritariamente mães e suas crianças.

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